Esgoto a céu aberto do Rio Betim atraí aves desconhecidas na região

Já virou atração na cidade a quantidade de pássaros que sobrevoam todos os dias a Av. Edméia Lazzarotti, ao longo Rio Betim. Mesmo poluído, o rio que teve parte canalizada há mais de dez anos, está se transformando numa espécie de santuário para estas aves de cor negra, que tem o bico grande, torto e vermelho, que vieram em busca de alimentação e reprodução.

Aves devem ter migrado do pantanal mato-grossense para Betim

Pela foto das aves, a reportagem fez uma pesquisa no Google e contatou que se trata do tapicuru, conhecido também por tapicuru-de-cara-pelada, maçarico-de-cara-pelada, maçarico-do-banhado (Sul), maçarico-de-bico-branco, maçarico-preto, frango-d’água e chapéu-velho. Segundo informações, o tapicuru é encontrado do centro do Brasil, para baixo, em todos os estados.

Características: Mede entre 46 e 54 centímetros de comprimento e pesa entre 493 e 600 gramas. Possui um longo e característico bico, o qual varia de um amarelo alaranjado até o amarelo vivo, cores que contrastam com o corpo negro. A cara é também amarelada.

Alimentação: Alimenta-se de crustáceos, moluscos, caranguejos e inclusive matéria vegetal (sementes e folhas) e vermes. Procura alimento na água rasa usando o bico para isso, caminhando lentamente. Às vezes deixa um quarto dele submerso, assim como faz o guará (Eudocimus ruber).

Hábitos: Vive em brejos, margens de rios, banhados e campos recentemente arados. Dorme em áreas abertas ou pousado no solo. Já no Pantanal, se reúne em bandos enormes, voando alto para o local de repouso. De manhã o bando já está espalhado, atrás de comida.

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