SUS-Betim disponibiliza imunizante contra vírus respiratório para bebês potencialmente em risco

Com a aproximação do outono, período em que tradicionalmente aumentam os casos de infecções respiratórias, a Secretaria Municipal de Saúde de Betim iniciou a aplicação do Nirsevimabe, um imunizante que protege bebês e crianças pequenas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A medida visa reduzir complicações graves e internações entre os pequenos que integram os grupos de risco.

O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de dois anos e pode levar à hospitalização, especialmente no caso de prematuros e daquelas com condições clínicas especiais. Em Minas Gerais, a circulação do vírus ocorre com mais intensidade entre março e julho. Por isso, a recomendação é que as crianças elegíveis recebam a proteção antes do início desse período.

Diferentemente de uma vacina, que estimula o organismo a produzir anticorpos, o Nirsevimabe é um imunizante de dose única que fornece anticorpos prontos, garantindo proteção imediata contra o VSR. Em Betim, os recém-nascidos prematuros atendidos no Centro Materno Infantil (CMI) já recebem o medicamento ainda na internação hospitalar, quando há indicação clínica.

Quem tem direito ao imunizante: Podem receber o Nirsevimabe pelo SUS:· Crianças prematuras (nascidas com até 36 semanas e 6 dias de gestação), independentemente do peso ao nascer: · Nascidas em 2025: devem ter menos de 6 meses no momento da solicitação. · Nascidas em 2026: poderão receber o imunizante ao longo de todo o ano.· Crianças com menos de 24 meses que apresentem pelo menos uma das seguintes comorbidades, durante a sazonalidade do vírus (fevereiro a agosto): · Cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica · Doença pulmonar crônica da prematuridade · Imunocomprometimento grave (inato ou adquirido) · Fibrose cística · Doenças neuromusculares graves · Síndrome de Down · Anomalias congênitas das vias aéreas e doenças pulmonares graves

Onde procurar atendimento: Para crianças nascidas em maternidades sem sala de vacina ou que não tenham recebido o imunizante no hospital, os pais ou responsáveis devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A equipe da unidade fará a solicitação e acompanhará todo o processo até a aplicação.

No caso de crianças com comorbidades, a administração pode ocorrer durante internação no CMI ou mediante encaminhamento da Atenção Primária. As equipes das UBS estão preparadas para orientar as famílias e garantir o acesso seguro e ágil à proteção.

Documentos necessários· Para crianças prematuras: relatório de alta hospitalar contendo a idade gestacional ao nascimento, com identificação e registro do médico responsável. Na ausência desse documento, pode ser apresentado relatório médico com as mesmas informações.

· Para crianças com comorbidades: relatório médico com justificativa clínica detalhada, descrição dos medicamentos de uso contínuo (com dosagens, especialmente no caso de corticoides ou imunossupressores) e indicação do CID-10 da comorbidade. Documentos complementares podem ser solicitados, se necessário.

Compartilhe :

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sua voz tem espaço

Linha direta com a redação

Tem uma pauta, denúncia ou sugestão ou quer divulgar sua marca no nosso portal? Fale com a gente! Este é o seu canal direto para enviar informações ou anunciar seus produtos e serviços.