O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é o terceiro tipo mais letal e o segundo mais comum no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama entre as mulheres e do câncer de próstata entre os homens. A doença, que engloba tumores que surgem no cólon (intestino grosso) e no reto (parte final do intestino), pode ser tratada com maiores chances de cura quando identificada precocemente — o que reforça a importância dos exames de rotina e do acompanhamento médico regular.

Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) faz um alerta à população sobre a necessidade do rastreamento, especialmente entre pessoas a partir dos 45 anos, e destaca os principais sinais que merecem atenção.
Sintomas e fatores de risco: De acordo com a médica consultora da Superintendência de Atenção Especializada da SES-MG, Galzuinda Figueiredo, o câncer colorretal tem crescimento lento e geralmente se origina a partir de pólipos — pequenas lesões que, quando não identificadas, podem evoluir para tumores. Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão sedentarismo, obesidade e alimentação rica em gorduras.“Os sinais de alerta incluem dor abdominal e alterações no hábito intestinal, principalmente com presença de sangue nas fezes”, explica a médica.
Ela ressalta que, embora a doença seja mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, tem havido um aumento de casos entre os mais jovens.
Detecção precoce salva vidas: A orientação da Secretaria é que a população procure uma Unidade Básica de Saúde ao observar perda de peso sem causa aparente ou presença frequente de sangue nas fezes, especialmente em casos de histórico familiar da doença.Nessas situações, pode ser indicado o exame de fezes conhecido como teste FIT, capaz de identificar sangue oculto — geralmente imperceptível a olho nu — auxiliando na detecção precoce de alterações intestinais.
“O Sistema Único de Saúde oferece exames como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Além de diagnosticar, a colonoscopia também permite a retirada de pólipos, o que pode levar à cura”, destaca Galzuinda Figueiredo.
Dados em Minas Gerais: Levantamento do Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico aponta que, entre 2024 e 2026, foram registrados 8.747 casos de câncer colorretal no SUS em Minas Gerais. Desse total, 4.901 ocorreram em 2024, 3.787 em 2025 e 59 em 2026.No mesmo período, foram contabilizadas 5.330 mortes pela doença: 2.658 em 2024, 2.610 em 2025 e 62 em 2026. Apenas em 2025, foram realizadas 1.241 cirurgias oncológicas na especialidade de coloproctologia.
Tratamento na rede pública: Caso o exame indique alterações, o paciente pode ser encaminhado para uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), onde é feito o diagnóstico definitivo e iniciado o tratamento.
A rede pública garante todo o atendimento, incluindo consultas, exames e cirurgias. Minas Gerais conta atualmente com 44 unidades de alta complexidade em oncologia e cirurgia, responsáveis pelo acolhimento e acompanhamento desses pacientes.
Fonte: Agência Minas







