Nas redes sociais, Medioli tem publicado artigos com mensagens ambíguas, que muitos interpretam como indiretas ao seu ex-aliado. Como diz o ditado, “para quem sabe ler, um pingo é letra” – e os sinais sugerem que a relação está abalada.
Nesta sexta-feira (04), o ex-prefeito reforçou essa percepção em seu jornal, O Tempo Betim. Além de republicar um artigo intitulado “Autoridade para o sucesso”, a edição semanal ignorou o lançamento da Fundação Beta, entidade pública inaugurada nesta semana. A ausência de Medioli no evento e a falta de cobertura no veículo que ele controla jogaram ainda mais “lenha na fogueira” do possível rompimento.
Enquanto isso, o prefeito Heron Guimarães adotou uma postura mais discreta, mas não deixou de responder. Durante o evento da Fundação Beta, na quarta-feira (2), ele destacou as realizações de seu governo nos últimos seis meses, exibidas em um telão. Ao mencionar suas obras e projetos, ele afirmou que “o passado não move o presente nem o futuro”, em uma clara indireta.
Há quem acredite que a crise seja momentânea – um simples “puxão de orelhas” de um mentor ao seu pupilo. Afinal, Heron sempre demonstrou gratidão a Medioli e tem conduzido a prefeitura com habilidade, mantendo diálogo com servidores, vereadores e aliados estaduais e federais.
Enquanto isso, os servidores e a população betinense esperam que o foco permaneça em uma Betim mais próspera e organizada. E que Heron conclua seu mandato em sintonia, com o ex-prefeito Vittorio.
Caso contrário, os olhos da população já se voltam para 2028, ano em que o eleitorado betinense poderá decidir entre uma possível reeleição de Heron Guimarães ou um retorno de Vittorio Medioli a um terceiro mandato.
Se essa tensão vai se dissipar ou marcará o início de uma nova rivalidade política, só o tempo dirá.







