Diante desse contexto, enfim, Medioli filiou-se ao Partido Liberal (PL) nesta terça-feira (24), em Brasília, no “tête-à-tête” com o presidente nacional do partido, deputado federal Valdemar da Costa Neto, e os demais deputados federais Domingos Sávio e Junio Amaral. Essa articulação política foi comentada no meio político estadual, levando a crer que, ao fazer questão de dar destaque à sua filiação, seria uma jogada para chamar a atenção da grande imprensa e de seus correligionários, talvez para traçar novo rumo à sua pretensão de disputar um cargo público. Pois não é segredo de ninguém que o sonho do ex-prefeito Medioli é ser governador em Minas Gerais e encerrar sua brilhante carreira política com maestria. Em 2020 ele chegou a ensaiar sua candidatura, mas não foi adiante, por vários fatores em questão, inclusive a alta aprovação de Romeu Zema, que foi reeleito naquela oportunidade.

Não custa relembrar que Vittorio é um forte empresário e político de visão, e que não toma decisões precipitadas; quando entra em ação, tudo já foi planejado nos mínimos detalhes com seus poucos assessores. As decisões são traçadas no “Mirante da Fiat”, onde fica seu escritório na sede do Grupo Sada.
Até o momento, tudo leva a crer que sua pré-candidatura a deputado estadual teria sido um aviso aos políticos mineiros: “estou na área, se derrubar é pênalti”. Para mudar de estratégia e concorrer ao Governo de Minas, só falta um “empurrão”; aí é bola na cal.
Nossa reportagem não conseguiu apurar a fundo o teor da conversa entre Medioli e Costa Neto, mas há fortes rumores de que rolou o assunto do governo de Minas e que as portas do Partido Liberal estão abertas para Medioli seguir esse caminho. O deputado federal Domingos Sávio já teria realizado este convite, o que foi reforçado por Valdemar da Costa Neto.
A cúpula do PL avalia positivamente o currículo de Medioli, que tem mais de 40 anos de vida política, sendo quatro vezes deputado federal, elegeu Maria do Carmo prefeita de Betim, participou ativamente dos dois mandatos de Calaile Pedrosa como prefeito e posteriormente se elegeu prefeito por dois mandatos na cidade, além de fazer Heron Guimarães seu sucessor.
Agora, se o senador Cleitinho vai usar seu jargão “tamos junto, vamos pra cima” na possível candidatura de Medioli ao governo de Minas, só o tempo dirá.







