Depois do tremor no primeiro escalão, governo provoca tsunami nas eleições de 2026

Nos corredores do terceiro andar da Prefeitura de Betim, os comentários sobre as articulações políticas para 2026 estão mais quentes do que o antigo forno da Cerâmica Saffran, que funcionou no local. Nesse cenário, o vereador Léo Contador desponta como o nome mais forte para a pré-campanha a deputado federal, com apoio expressivo dentro e fora da base governista; plantando, assim, a união de vários segmentos da cidade em prol de uma maior representatividade na Câmara Federal.
Fotos: Arquivo JC

Dentro deste contexto, segundo comentários, a vice-prefeita e secretária de Assistência Social, Cleuza Lara, aceitaria o desafio de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, possivelmente pelo Partido Liberal (PL). Sua presença na chapa fortaleceria o campo político que se estrutura em torno de Léo Contador e daria às pré-candidaturas um perfil mais abrangente, unindo lideranças de diferentes perfis, mas com forte aceitação popular.

Outro nome que ganha força nessa articulação é o do secretário de Esportes, Sapão, que pode integrar a mesma frente política, lançando-se também à disputa por uma cadeira na Assembleia de Minas. A estratégia remete ao movimento “União por Betim”, formado em 2006, quando a cidade elegeu Ciro Pedrosa para a Câmara Federal e, simultaneamente, Pinduca, Rômulo Veneroso e Ivaí Nogueira para a Assembleia Legislativa; um dos períodos de maior representatividade política na história do município, sob a gestão do então prefeito Carlaile Pedrosa.

Paralelamente, outro nome que começa a circular com força nos bastidores é o de Tiago Gregório, filho do vereador Gregório, que também articula uma possível candidatura a deputado estadual. Tiago tem potencial para conquistar um eleitorado distinto – formado em boa parte por segmentos que não se identificam nem com Sapão nem com Cleuza – e pode se tornar um fator de equilíbrio nas disputas internas, atraindo apoio de grupos independentes e de setores mais jovens do eleitorado betinense.

Além dele, surge como hipótese surpreendente o nome da primeira-dama de Betim e presidente da Apromiv, Janaína Guimarães. Sua eventual entrada no cenário eleitoral seria vista como uma novidade de peso, capaz de redesenhar alianças e atrair o apoio de diferentes setores da sociedade civil organizada.

Há muito tempo Betim não elege representantes para as esferas estadual ou federal, e a união de ideias e forças políticas pode mudar essa realidade. A cidade é importante demais para não ter representantes fora de seus limites territoriais.

Se, com essa nova conjuntura, Betim voltará a ter representação nas esferas estadual e federal, só o tempo dirá.

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