O ex-prefeito Vittorio Medioli, na tarde desta sexta-feira (11), “desceu a lenha” no retorno de Betim à Associação Mineira de Municípios (AMM) e à Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel). O ex-gestor se diz contrário à filiação a entidades municipalistas e justificou sua posição alegando que elas representam, juntas, um custo ‘pesado’ para os cofres públicos. Medioli afirmou ainda que, nessas associações, esbarrou em “vários vigaristas que se aproveitavam da facilidade de gestão do dinheiro farto que entra nelas, vindo das prefeituras, para praticar nepotismo e outras irregularidades”. A declaração foi feita em vídeo publicado pelo Jornal O Tempo Betim.

Na manhã deste sábado (12), o prefeito Heron Guimarães rebateu as críticas de Medioli em suas redes sociais, defendendo a reinserção do município nas duas entidades. Ele reconheceu que, por anos, Betim permaneceu fora delas por questões de gestão — decisão que respeita —, mas destacou: “Temos visões parecidas, mas também diferenças. Betim precisa se conectar às cidades vizinhas. Estar presentes nessas associações nos permite trocar conhecimentos em áreas como Saúde, Esporte, Cultura, entre outras, além de fortalecer a gestão com consultorias tecnológicas e acesso a métodos modernos de administração pública. É um investimento no diálogo e em ações que abrem portas para o município. Não quero governar olhando apenas para dentro de Betim; precisamos buscar conhecimento, aprender, ensinar e crescer juntos. Hoje, Betim integra essas entidades com o olhar voltado para a modernidade e o futuro.”

Diante do exposto, fica claro que os dois não estão em sintonia. Apesar de uma semana sem ataques, o distanciamento entre eles só aumenta — e parece irreconciliável.
Se o arame liso que separava o Mirante da Fiat do Ingá Alto foi substituído por arame farpado, só o tempo dirá.







