O trabalho, que começou em sala de aula, expandiu-se para a comunidade, combinando estudo botânico da região com o resgate de memórias afetivas dos moradores. Para compor a revista, os estudantes realizaram entrevistas, fizeram registros fotográficos, produziram textos e aplicaram técnicas artísticas, criando um rico mosaico sobre a localidade.

Para embasar a pesquisa, os participantes tiveram oficinas de educação patrimonial promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura. As atividades ensinaram o uso de fontes históricas e incentivaram o reconhecimento do patrimônio cultural local, aguçando o olhar dos jovens para as múltiplas identidades e histórias presentes no seu entorno.
A qualidade e inovação do projeto “Impressões Botânicas” renderam importantes reconhecimentos. A iniciativa foi agraciada com o Prêmio Arte e Natureza nas Escolas, concedido pelo Instituto Inhotim, que destaca projetos integradores de arte, ciência e saberes populares.
O idealizador do trabalho, professor Marcos Cabral de Melo, também foi premiado. Ele conquistou o primeiro lugar no II Prêmio Prof. Ângelo Machado – Biólogos Educadores, do Conselho Regional de Biologia – 4ª Região, que homenageia experiências de excelência na Educação Básica.
O projeto ainda chegou à final nacional do 3º Prêmio Nacional Liga Steam – Festival LED 2025 (categoria do 3º ao 9º ano), uma realização da Globo e Fundação Roberto Marinho, que valoriza iniciativas ligadas à sustentabilidade e à educação ambiental. Além disso, a experiência foi apresentada na 13ª Feira Brasileira de Trabalhos de Iniciação Científica na Educação Básica e Técnica, da UFMG.
O lançamento da revista “Impressões Botânicas” está marcado para as 9h deste sábado (29), na sede da escola, localizada na rua Vera Cruz, 310, Jardim das Alterosas. O evento celebra não apenas a conclusão de um projeto pedagógico de sucesso, mas a valorização da história e da identidade da comunidade.







