Prefeitura exonera servidora ligada a ONG suspeita de quase receber R$ 3,7 milhões em emendas

Solange Aparecida Silveira, procuradora da instituição Revisa, foi exonerada do cargo na Farmácia Viva. A comissão da Câmara Municipal e o Ministério Público apuram a situação da instituição que tinha como ponto de apoio, a residência da investigada, no Bairro Brasiléia.
Fotos: Divulgação

A Prefeitura de Betim exonerou Solange Aparecida Silveira do cargo comissionado que ocupava na diretoria da Farmácia Viva, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde. O decreto 53.168 foi publicado na edição desta quarta-feira (27) do Órgão Oficial do Município, com efeito retroativo a 18 de maio. Solange é procuradora da instituição social Revisa, alvo de denúncias sobre a destinação de emendas parlamentares na cidade.

Além da exoneração, a administração municipal também barrou todo o processo referente à doação de R$ 3,7 milhões que seria destinada à ONG por indicação de vereadores. As denúncias ganharam repercussão no último dia 14 e apontam que a Revisa consta como beneficiária de cerca de R$ 4 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, por meio de emendas impositivas e de bancada para ações na área da saúde. O funcionamento da entidade é questionado.

O presidente da comissão especial instaurada pela Câmara Municipal para investigar o caso, vereador Alexandre da Paz (MDB), adiantou que a primeira reunião do colegiado será realizada nesta quinta-feira (28), com o intuito de analisar toda a documentação recebida da prefeitura e da instituição. A comissão é composta ainda por Ivanildo Petrovale (Cidadania), como relator, além de Claudinho (PSB), Dudu Braga (PV) e Ricardo Lana (PP).

Em nota oficial, a Câmara informou que encaminhou o teor das denúncias à comissão especial e destacou que está colaborando com os órgãos de controle e fiscalização para a apuração dos fatos.

O Ministério Público de Minas Gerais confirmou que o caso está sob análise da 4ª Promotoria de Justiça de Betim, comandada pela promotora Maria Clara Azevedo.

A prefeitura publicou ainda um ofício informando que realizou diligência no endereço cadastrado pela entidade no bairro Brasileia. As equipes, no entanto, não encontraram o imóvel de número 352, informado no registro da organização. O CNPJ da Revisa, porém, permanece com situação ativa.

Se o Ministério Público vai achar “caroço neste angu”, só o tempo dirá.

Compartilhe :

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sua voz tem espaço

Linha direta com a redação

Tem uma pauta, denúncia ou sugestão ou quer divulgar sua marca no nosso portal? Fale com a gente! Este é o seu canal direto para enviar informações ou anunciar seus produtos e serviços.