Novo exame prático de direção em Minas elimina a “temida” baliza, como prova isolada

Reformulação segue manual nacional e passa a avaliar comportamento do candidato em situação real de trânsito; manobras agora integram o percurso e não têm tempo cronometrado.
Fotos: Divulgação

Os candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Minas Gerais enfrentam, a partir da última sexta-feira (13), um modelo reformulado de exame prático. A principal mudança implementada pelo Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) é o fim da prova isolada de estacionamento. A manobra deixa de ser uma etapa eliminatória à parte e passa a ser apenas um dos itens avaliados dentro do percurso geral de direção.

A medida, que segue as diretrizes do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), tem como objetivo modernizar o processo de habilitação com foco na segurança viária. A partir de agora, o comportamento do candidato ao longo de todo o trajeto será o ponto central da avaliação.

“A ênfase do novo formato será o comportamento do candidato em situações cotidianas do trânsito, como respeito à sinalização, travessia de pedestres, cruzamentos e a tomada de decisões seguras ao volante”, explica o Detran-MG. A análise agora considera o conjunto da condução, e não falhas pontuais que poderiam resultar em reprovação imediata.

Além da integração do estacionamento ao percurso, outras mudanças significativas passam a valer:

· Avaliação contínua: O examinador observa o desempenho durante toda a prova.

· Ajustes permitidos: O candidato pode corrigir a manobra de estacionamento, se necessário.

· Sem cronômetro: Não há mais tempo limite para realizar o estacionamento.

· Fim de faltas automáticas: Foram retiradas as faltas que geravam reprovação imediata por erros isolados.

Para a aplicação do novo modelo em todo o estado, o Detran-MG realizou estudos técnicos com base no manual nacional. Foram produzidas cartilhas com orientações para as Comissões de Exame, que repassaram as diretrizes às bancas examinadoras locais. Os trajetos de prova também foram revisados para refletir cenários reais e específicos do trânsito nos municípios mineiros.

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