Moradores da capital mineira têm prejuízo médio de R$ 1,6 mil com golpes financeiros, aponta pesquisa

Estudo da CDL/BH revela que, além da perda financeira, vítimas enfrentam uma série de problemas, como cobranças indevidas e impactos psicológicos. Hábitos de prevenção ainda são pouco adotados.
Fotos: Divulgação

Os moradores de Belo Horizonte que caem em golpes financeiros têm um prejuízo médio de R$ 1.638,24, de acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Apesar de parte das vítimas conseguir recuperar uma média de R$ 1.430, os golpes geram outras consequências graves, como nome negativado, cancelamento de cartões e dados bancários, e até impactos psicológicos.

“O prejuízo financeiro é apenas parte do problema. Os golpes deixam marcas que vão além do bolso, afetando a vida, a tranquilidade e, até mesmo, a dignidade das pessoas”, avalia o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

A frequência de tentativas de fraude deixou a população mais atenta a sinais de golpe, como links suspeitos, solicitação de dados e erros gramaticais em mensagens. No entanto, essa desconfiança tem um efeito colateral: 84% dos entrevistados afirmaram que já desistiram de uma compra online por suspeitar de farsa.

Segundo a CDL/BH, isso penaliza comerciantes sérios, que veem os consumidores migrarem para marketplaces – plataformas que, embora ofereçam mais segurança, reduzem a margem de lucro dos lojistas devido a taxas e comissões.

A pesquisa também mapeou as práticas de segurança dos belo-horizontinos. Embora 42% verifiquem o extrato bancário com frequência (com as mulheres sendo mais atentas que os homens), a troca regular de senhas é uma prática negligenciada: 72,5% declararam nunca alterar as senhas de aplicativos bancários e de investimentos.

Por outro lado, a maioria evita compartilhar dados: 89,5% não divulgam informações pessoais em redes sociais e 92% não informam senhas bancárias a conhecidos. As principais estratégias citadas para evitar fraudes são não compartilhar informações pessoais (22%) e bloquear números desconhecidos (16,5%).

O estudo apontou que 65,5% dos consumidores em Belo Horizonte não têm qualquer formação em educação financeira. Para o presidente da CDL/BH, é essencial ampliar o acesso ao tema, inclusive nas escolas, para preparar melhor a população contra golpes.

Entre as causas apontadas para o aumento das fraudes estão o uso indevido de dados pessoais, a impunidade, a facilidade de criar perfis falsos e a falta de fiscalização de crimes virtuais.

Fonte: CDL/BH

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