Durante a cerimônia de assinatura das ordens de serviço, o presidente Lula fez um alerta sobre as fake news que tentam desacreditar a vacinação. “Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para a pesquisa”, afirmou, ressaltando a necessidade de convencer a sociedade a retomar a adesão às campanhas de imunização.

O ministro Padilha classificou o dia como “histórico” e afirmou que o investimento colocará o Butantan “entre os maiores complexos de inovação tecnológica e industrial do mundo”. O objetivo central é ampliar a autonomia do Brasil na produção de soros e imunizantes de ponta.
Onde serão aplicados os recursos:
O investimento financiará a construção de uma nova fábrica da vacina tetravalente contra o HPV e a reforma da unidade de desenvolvimento de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). Também está prevista a construção de uma fábrica para produzir o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) da vacina DTPa (contra difteria, tétano e coqueluche), além da reforma do prédio de produção de soros e da criação de uma nova área de envase e liofilização.
Vacina contra a dengue para o público ainda em 2026:
Em coletiva após o evento, o ministro Padilha fez um anúncio adicional: a previsão é que a vacina do Butantan contra a dengue, a Butantan-DV, comece a ser disponibilizada para a população em geral ainda este ano. A estratégia inicial será vacinar pessoas a partir de 59 anos, estendendo-se gradualmente para faixas etárias mais baixas.
A Butantan-DV, aprovada pela Anvisa em dezembro, é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única do mundo e está indicada para pessoas entre 12 e 59 anos.
O evento contou também com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do secretário de Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, e do diretor do Butantan, Esper Kallás.
Fonte: Agência Brasil












