A antiga Fiat Automóveis, que nesta quarta-feira (9), completa 49 anos de operação em Betim, ainda continua sendo a “galinha dos ovos de ouro” da cidade. Seu legado de desenvolvimento industrial e geração de riqueza agora é impulsionado pela Stellantis, controladora da marca e de outras como Jeep, Peugeot, Citroën e Ram. A multinacional anunciou um investimento de R$ 14 bilhões no polo automotivo de Betim entre 2025 e 2030, além de já ter iniciado a produção de motores híbridos e da tecnologia Bio-Hybrid, focada em baixa emissão.

A fábrica, que transformou Betim de Capela Nova, no maior polo industrial de Minas Gerais, continua sendo vital para a economia local. Apesar de ter perdido o megainvestimento na linha Jeep para Pernambuco, a unidade mineira segue como a maior arrecadadora de impostos do município e a terceira do estado.

Newton Amaral Franco, prefeito de Betim na década de 1970, foi o responsável por trazer a Fiat para a cidade. Em 1974, ele participou, junto ao governador Rondon Pacheco e outras autoridades, da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da fábrica. (Foto acima). “Bio” como era conhecido, enfrentou críticas da oposição por conceder uma isenção fiscal de 10 anos à Fiat Automóveis.

A montadora italiana, em pouco tempo, consolidou-se como líder no mercado brasileiro, impulsionando a economia local com a criação de empregos, atração de fornecedores do setor automotivo e aumento da receita municipal. Os projetos arrojados foram decisivos desde a sua inauguração, quando do lançamento do Fiat 147, sendo um dos primeiros carros a álcool no Brasil. Nos meados da década de 80, o sucesso foi o uno Mille, já na década de 90 a linha Pálio foi lançamento mundial.

Agora, sob a bandeira da Stellantis, a aposta é em inovação e sustentabilidade para manter o título de maior fabricante de veículos da América do Sul, e um dos maiores conglomerados automotivo do mundo.







