Nos últimos 15 anos, Betim tem acompanhado a tendência nacional e das Américas no aumento dos casos de sífilis, segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) divulgados em 2024. O crescimento é atribuído a uma combinação de fatores, como o desconhecimento sobre a doença, a desigualdade no acesso aos serviços de saúde, o racismo institucional e o estigma que ainda cerca a infecção.

De acordo com dados de 2024, o grupo mais afetado em Betim é o de pessoas com idade entre 20 e 34 anos, com 433 casos notificados. A maioria dos diagnósticos foi registrada em homens, que somam 509 notificações. Para enfrentar o avanço da doença, o município vem intensificando ações de educação em saúde, promovendo campanhas informativas e oferecendo testagem gratuita em todas as 41 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Serviço de Prevenção e Assistência a Doenças Infecciosas (Sepadi).
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves de saúde. A doença tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além da testagem, os serviços municipais também distribuem preservativos masculinos e femininos, gel lubrificante e material educativo.
A ampliação da testagem, o acesso ao tratamento e a informação são pilares fundamentais para o combate à sífilis. A Prefeitura de Betim segue mobilizada para garantir que a população tenha acesso a todos os recursos necessários para prevenção e cuidado com a saúde sexual.







