Entre batuques, estandartes e abraços, a Rede de Atenção Psicossocial de Betim marcou presença no tradicional Desfile da Luta Antimanicomial, realizado na última segunda-feira (18) na capital mineira. O cortejo da escola “Liberdade Ainda que Tam-Tam” reuniu usuários de serviços de saúde mental, familiares, profissionais do SUS, artistas e movimentos sociais em um ato coletivo em defesa da vida em liberdade e do respeito às diferenças.

A data, que institui o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, também celebrou os 25 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica, marco que transformou o cuidado em saúde mental no Brasil. Sob o tema “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo!”, a mobilização ocupou ruas da região central de Belo Horizonte com uma mensagem clara: nenhuma pessoa deve ser silenciada ou excluída do convívio social por causa do sofrimento psíquico.

Mais do que um desfile, o ato representou memória, resistência e esperança. Para os participantes de Betim, o evento também se tornou um espaço de encontro e pertencimento, onde o samba, a arte e as manifestações culturais deram visibilidade às histórias de vida de cada usuário da rede de saúde mental. A participação do município reafirma o compromisso com um modelo de cuidado humanizado, construído na escuta e no fortalecimento dos vínculos.

Serviços articulados
A RAPS de Betim é composta por equipamentos que atuam diariamente no acolhimento de pessoas em sofrimento psíquico, oferecendo cuidado integral em diferentes pontos da cidade. A rede inclui o CERSAM Betim Central, CERSAM Citrolândia, CERSAM Teresópolis, CERSAMi, CAPS AD, o Centro de Convivência Estação dos Sonhos e os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs), todos atuando de forma articulada para garantir atendimento multiprofissional e suporte às famílias.








