A semana, marcada por celebrações pela regulamentação do Decreto da Lei dos Filhos Separados, foi também de luto. Nelson Flôres, símbolo da luta pelos direitos dos sobreviventes da hanseníase, “combateu um grande combate” e dedicou sua vida a essa causa com determinação.
Além de ser um ferrenho defensor da luta contra a hanseníase, Nelson eternizou suas memórias no livro “A Rosa e o Machado”, onde relatou sua experiência de isolamento, tornando-se uma testemunha viva da história da hanseníase no Brasil.
Conhecido carinhosamente como “Sô Nelson” na comunidade da Colônia Santa Isabel, ele faleceu nesta quinta-feira (19), aos 81 anos, no Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte, onde estava internado.
Nascido em Águas Vermelhas, no Norte de Minas, Nelson foi internado compulsoriamente aos 12 anos, em 1955, na Colônia Santa Isabel. Ele sempre destacou a importância de preservar a memória das colônias e refletia sobre os desafios enfrentados pelas vítimas da hanseníase.
O velório está acontecendo desde às 12h, na Igreja Matriz da Colônia Santa Isabel. Às 15h30, ocorrerá uma “Celebração da Esperança”, e o sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério da Colônia Santa Isabel.
A equipe do Jornal do Closé presta suas sinceras condolências à família e amigos de Nelson Flôres, cuja memória e legado permanecerão vivos na história e nas lutas sociais.