A Prefeitura de Betim divulgou, na última terça-feira (28), os resultados do primeiro Levantamento de Índices Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, realizado entre os dias 13 e 24 de janeiro. O estudo apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 3,7%, indicando risco médio para epidemias de arboviroses, como dengue, chikungunya e zika. As regionais PTB, Centro e Imbiruçu apresentaram os índices mais elevados, com resultados acima de 4%.
O levantamento revelou que mais de 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão em áreas internas ou quintais das residências. Os principais criadouros identificados foram depósitos móveis de água, como pratos de vasos de plantas, recipientes de degelo em geladeiras e bebedouros, além de materiais descartáveis, como garrafas, recipientes plásticos e latas.
Diante dos resultados, a Prefeitura de Betim está intensificando as ações de controle do mosquito. Agentes de combate a endemias (ACEs) estão priorizando as áreas com maiores índices de infestação, orientando os moradores sobre a eliminação de criadouros e aplicando larvicidas de baixa toxicidade quando necessário. Além disso, campanhas educativas e de conscientização serão realizadas em escolas, centros de assistência social e outros espaços comunitários.
A administração municipal também planeja mutirões de limpeza em pontos de descarte irregular de resíduos e inspeções em estabelecimentos de reciclagem. Ações conjuntas entre as Secretarias de Saúde, Assistência Social e Educação, além das Gerências Regionais e da Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito de Betim (Ecos), estão sendo organizadas para ampliar o impacto das iniciativas.
A secretária municipal de Saúde, Jaqueline Santana, reforçou que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada. “É fundamental que cada cidadão faça sua parte ao vistoriar regularmente suas casas, eliminando pontos de água parada, como tampinhas, vasos, calhas e caixas d’água destampadas, principalmente durante o período chuvoso”, destacou. Ela ressaltou que pequenas ações, como tampar reservatórios de água e descartar corretamente materiais que possam acumular água, são essenciais para prevenir a proliferação do mosquito.
Cenário epidemiológico:
Até 27 de janeiro, Betim registrou 367 casos prováveis de dengue, com seis confirmações, e 15 casos prováveis de chikungunya, sem confirmações. Não houve registros de zika no município. Embora o número de casos seja significativamente menor em comparação ao mesmo período de 2024, quando Betim enfrentou a maior epidemia de sua história, as autoridades alertam para o risco de uma nova epidemia devido ao aumento da infestação do mosquito.
Em 2024, o município registrou 53.506 casos confirmados de dengue, com 14 óbitos, e 3.395 casos de chikungunya, com 5 óbitos. Esses números reforçam a importância das ações preventivas e do engajamento da população no combate ao Aedes aegypti. A Prefeitura de Betim reforça a necessidade de colaboração de todos para evitar uma nova crise de saúde pública.