“Os fofoqueiros de plantão” não perderam tempo diante da grande quantidade de pombos que habita as estruturas metálicas do galpão; e que frequentemente fazem rasantes sobre servidores e cidadãos nos corredores, eles ironizam que até as aves precisarão de crachás. Quanto aos “pombos-correio”, que ficam de plantão nas portas do gabinete do prefeito e nas demais secretarias, terão as asas podadas.

Brincadeiras à parte, a reclamação de servidores e visitantes quanto às condições estruturais do prédio é antiga. O que foi visto como solução no passado — a adaptação do antigo galpão da Cerâmica Saffran — tornou-se um problema com o passar dos anos. O local, que atende milhares de contribuintes por mês, sofre com goteiras intermináveis, sistema de captação de águas pluviais insuficiente e infiltrações.

A situação se agrava no período chuvoso, quando a água forma verdadeiras cascatas do telhado ao piso térreo. Além disso, os pombos que fazem moradia no local contribuem para a sujeira, o mau cheiro e a insalubridade do ambiente, com risco à saúde dos frequentadores. Servidores relatam que atender o público com baldes espalhados pelo chão para conter a água virou rotina, assim como trabalhar sob teto mofado durante e após as chuvas.

Com o novo decreto, os visitantes deverão se identificar com o recepcionista, que registrará em sistema informatizado o nome, o documento de identificação e o local a ser visitado, além de tirar uma foto. O cidadão receberá um crachá e deverá devolvê-lo na saída. Já os servidores municipais, agentes políticos e estagiários receberão identidades funcionais específicas. A emissão dos crachás será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança Pública.












