Em Betim, ações que promovem escuta, acolhimento e prevenção ganham destaque. O Instituto Ramacrisna é um exemplo de como o ambiente de trabalho e educacional pode oferecer suporte emocional. A instituição disponibiliza atendimento psicológico permanente para colaboradores e alunos. A proposta vai além do acompanhamento individual e inclui a valorização de uma cultura organizacional baseada no diálogo, no respeito e no bem-estar.
De acordo com a psicóloga Jéssica Tauane, o adoecimento emocional tornou-se parte da rotina de muitas pessoas. “Burnout, ansiedade e esgotamento mental estão cada vez mais comuns. Vivemos um contexto de alta cobrança, dificuldade para conciliar vida pessoal e profissional e pouco espaço para descanso. O que mais chama a atenção é que muitas pessoas continuam trabalhando mesmo adoecidas emocionalmente, o que acaba normalizando um sofrimento que deveria ser cuidado”, alerta.
“Quando a instituição cria espaços de escuta e acolhimento, ela contribui para a prevenção do adoecimento emocional e fortalece vínculos. O cuidado com a saúde mental permite que colaboradores e alunos se sintam pertencentes, seguros e mais preparados para lidar com os desafios do dia a dia”, explica a psicóloga.
A vice-presidente do Instituto Ramacrisna, Solange Bottaro, reforça que o cuidado com as pessoas é um princípio que orienta todas as decisões da organização. “Acreditamos que não há impacto social consistente sem olhar para o bem-estar de quem constrói esse trabalho diariamente. Por isso, priorizamos uma cultura organizacional que valoriza a saúde mental, o equilíbrio emocional e relações de trabalho mais saudáveis”, afirma.












