A narrativa acompanha Augá (água ao contrário), uma personagem do ano 2100 interpretada por Lígia Ferreira, que viaja ao presente em uma missão para reverter o colapso da água potável no futuro. Em sua jornada, ela encontra Pâranã, uma pajé ancestral que detém os saberes da natureza. A história busca não apenas alertar, mas também semear a esperança de que as novas gerações podem mudar o curso do planeta.“Mais do que alertar sobre a ameaça real da crise hídrica, a intenção é mostrar que existe esperança – e ela está nas novas gerações, mais conscientes da urgência de proteger o meio ambiente”, afirma Lígia Ferreira, que também é dramaturga do projeto ao lado do músico e compositor Flávio Araújo.

A estética do espetáculo, batizada de “tecnomisticismo” pelo criador Flávio Araújo, funde o ancestral e o tecnológico. A cenografia e os figurinos são inspirados no Caminho do Itupava, uma antiga trilha indígena. “Estimulamos o imaginário do público com uma mistura de elementos futuristas, tecnologia e crenças místicas”, explica Araújo.

A trilha sonora, composta por Flávio em parceria com os músicos Jean Boca e Marcelo Teixeira, é descrita como uma personagem da trama, e não meramente um pano de fundo. Ela incorpora vozes, instrumentos e sons da natureza, com destaque para o handpan, instrumento tocado pela protagonista em cena.
A turnê encerra suas atividades em Minas Gerais com a seguinte programação gratuita:
· Betim: 19 de outubro – Local: Centro Popular de Cultura Frei Chico – Rua José Teixeira de Oliveira, 390
· Mário Campos: 21 de outubro· Sarzedo: 22 e 23 de outubro
· Ibirité: 24 e 25 de outubro
As apresentações ocorrerão em escolas da rede pública e espaços culturais abertos à comunidade. Ao todo, o projeto realizará 32 apresentações gratuitas em 10 municípios mineiros.
O projeto “ItUpAvA dois mil e SEM” é realizado por meio da Lei Rouanet e conta com patrocínio da NTS – Nova Transportadora do Sudeste. A produção é da FCNA Produções, com realização da ViraVolta Cultural, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Fonte: ViraVolta Cultural







