O desempenho positivo se refletiu também no faturamento do setor, que alcançou R$ 4 bilhões, um aumento nominal de 5,8% em relação ao ano anterior. A geração de empregos diretos também acompanhou a tendência, com um crescimento de 7,7%, totalizando mais de 20 mil postos de trabalho. A capacidade instalada das recicladoras subiu 1,9%, chegando a 2,43 milhões de toneladas.

A resina plástica reciclada pós-consumo (PCR) produzida no ano foi destinada principalmente para as indústrias de Alimentos e Bebidas (167 mil toneladas) e Higiene Pessoal, Cosméticos e Limpeza Doméstica (132 mil toneladas). O impulso veio da crescente demanda por embalagens com conteúdo reciclado.
Outro setor que se destacou foi o de Agroindústria, que demandou 92 mil toneladas de PCR – um crescimento superior a 35% em relação a 2023. A alta foi impulsionada por aplicações em lonas, mangueiras e embalagens para agroquímicos.
Concentração Regional:
O estudo também apontou uma forte concentração da atividade de reciclagem nas regiões Sudeste e Sul do país.
A Região Sudeste se consolidou como a maior geradora de resíduos plásticos (48,1% do total) e o principal polo de processamento, respondendo por 47% do consumo de resíduos e 55,5% da produção nacional de PCR (559 mil toneladas).
A Região Sul aparece em seguida, sendo responsável por 26% do consumo de resíduos e 26,2% da produção de PCR (266 mil toneladas). Já o Nordeste se consolidou como a terceira força produtora, com 13,7% do total (139 mil toneladas) e um crescimento expressivo de 16,6% em relação a 2023.
Os números indicam um setor em expansão, alinhado às demandas por sustentabilidade e economia circular.
Fonte: Agência Brasil







