A tirzepatida, medicamento comercializado como Mounjaro, chegou ao Brasil em maio e tem sido alvo de discussões devido ao seu uso crescente para perda de peso, além do tratamento do diabetes tipo 2. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly e aprovado pela Anvisa em 2023, o remédio é considerado um dos mais potentes no combate à obesidade e ao diabetes, superando outros análogos do GLP-1 em eficácia.
No entanto, médicos alertam para os riscos do uso indiscriminado. Apesar de a maioria dos pacientes tolerar bem o medicamento, efeitos adversos gastrointestinais — como náuseas, vômitos, diarreia e constipação — são comuns. A endocrinologista Minanni ressalta que, embora esses sintomas possam melhorar com o tempo, o acompanhamento médico é essencial para ajustar a dosagem e monitorar a resposta do organismo.
Outra preocupação é a falta de dados sobre os efeitos a longo prazo, especialmente em grupos como gestantes, crianças e idosos frágeis. Além disso, em pacientes com retinopatia diabética, a rápida melhora no controle glicêmico pode agravar a condição, exigindo um aumento gradual da dose.
Com alta demanda e preço elevado, o Mounjaro chega ao mercado brasileiro como uma promessa da medicina metabólica, mas especialistas reforçam a necessidade de uso responsável e sob orientação médica.
Fonte: Rádio Itatiaia







